Controle de Pragas em Milho Armazenado: prevenção e manejo para preservar qualidade e rentabilidade

O milho é uma das principais commodities agrícolas do Brasil e desempenha papel estratégico na alimentação humana, nutrição animal e produção de biocombustíveis. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a produção brasileira de milho na safra 2024/25 deverá superar 140 milhões de toneladas, consolidando o país entre os maiores produtores mundiais.

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Colheita do Milho

Após a colheita, entretanto, a preservação da qualidade dos grãos torna-se um grande desafio. Pragas de armazenamento como o gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais), a traça-dos-cereais (Sitotroga cerealella) e o besouro-castanho (Tribolium castaneum) podem causar perdas quantitativas e qualitativas significativas, reduzindo o peso dos grãos, comprometendo seu valor comercial e favorecendo a deterioração do produto.

As perdas pós-colheita são influenciadas por diversos fatores, incluindo teor de umidade dos grãos, temperatura da massa armazenada, tempo de armazenamento, presença de impurezas e falhas no manejo sanitário das unidades armazenadoras. Além do consumo direto dos grãos pelos insetos, sua atividade metabólica eleva a temperatura e a umidade no interior da massa armazenada, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de fungos e à produção de micotoxinas, o que pode ampliar significativamente os prejuízos econômicos.

Controle preventivo: a primeira linha de defesa

O controle preventivo é a estratégia mais eficiente para evitar o estabelecimento de infestações e preservar a qualidade do milho durante o armazenamento. Entre as principais medidas recomendadas estão:

  • Limpeza e higienização de silos, armazéns, moegas, elevadores e equipamentos antes do recebimento dos grãos;
  • Eliminação de resíduos e grãos remanescentes que possam servir de abrigo e fonte de infestação;
  • Armazenamento dos grãos com teor de umidade adequado;
  • Monitoramento periódico da temperatura da massa de grãos e da presença de insetos;
  • Controle da aeração para reduzir condições favoráveis ao desenvolvimento das pragas;
  • Aplicação preventiva de inseticidas protetores registrados para grãos armazenados.

Os inseticidas protetores líquidos, aplicados diretamente sobre os grãos no momento do armazenamento, constituem uma importante ferramenta dentro do programa de manejo preventivo. Diferentemente da fumigação, que atua sobre uma infestação já instalada, os protetores de grãos criam uma barreira de proteção que ajuda a prevenir infestações e reinfestações durante o período de armazenagem.

Ingredientes ativos amplamente utilizados, como a deltametrina associada ao piperonil butóxido (PBO) e o pirimifós-metílico, apresentam comprovada eficácia no controle de importantes pragas de grãos armazenados, contribuindo para a manutenção da qualidade.

Controle curativo: ação rápida sobre infestações instaladas

Quando a infestação já está presente na massa de grãos, medidas curativas tornam-se necessárias para reduzir rapidamente a população de insetos e evitar maiores prejuízos.

As principais estratégias incluem:

  • Fumigação com produtos registrados para grãos armazenados;
  • Tratamento de estruturas e equipamentos da unidade armazenadora;
  • Aplicação de inseticidas de contato em pontos críticos;
  • Intensificação do monitoramento para avaliação da eficácia do tratamento e prevenção de novas infestações.

A fumigação continua sendo uma ferramenta fundamental para o controle de infestações estabelecidas, especialmente em situações de elevada pressão de pragas.

Manejo Integrado de Pragas: a melhor estratégia

A combinação de boas práticas de armazenagem, monitoramento contínuo, controle preventivo com K-Obiol EC e Actellic 500 EC e intervenções curativas quando necessárias constitui a base do Manejo Integrado de Pragas (MIP) em grãos armazenados.

Ao adotar uma estratégia integrada, armazenadores, cooperativas e indústrias podem:

  • Preservar o peso e a qualidade dos grãos;
  • Reduzir perdas econômicas durante o armazenamento;
  • Minimizar a necessidade de tratamentos corretivos frequentes;
  • Manter o valor comercial do milho por períodos prolongados;
  • Garantir maior segurança e qualidade dos produtos destinados ao mercado consumidor.

Investir na prevenção continua sendo a forma mais eficiente e sustentável de proteger os estoques de milho e maximizar o retorno da produção agrícola.